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20 de agosto de 2010

essa Entidade sem face

quero falar no Teu ouvido
me emaranhar nos Teus fios
até perder minha voz
e me perder de vista

uma musa uma deusa
uma feiticeira

Teu mundo-Babel
é feito de ruídos gemidos

Telemar,
oro,
ora,
não permita que eu seja mais uma voz perdida
nas dobras de Vosso olvido:
a chamada que me cobras
pertence ao vizinho.

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