desce do ap
doida
por pisar terra
úmida
por amassar barro
com os pés
descalços
e pisa
asfalto
carne dura
veias negras de pênis
salientes
asfalto adentro
rio seco
sem sudorese
gosto de fezes
lábios de grosso e quente pneu
pelo corpo seu
pelo corpo seu
leito duro
água turva
mata ciliar de poste
Ei, negra!
serpenteante
vira o rosto
em cada esquina
para seu amante
ruas sem saída
sem desembocadura
quebra-dente
curvas
sem tetas
ruas para becos
rio urbano de susto
rio urbano
rio de asfalto encurralado
jamais desaguarás
no Oceano
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