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1 de outubro de 2010

estrada urbana: porra preta].

desce do ap
doida
por pisar terra

úmida
por amassar barro
com os pés
descalços 


e pisa
asfalto
carne dura


veias negras de pênis
salientes
asfalto adentro
rio seco

sem sudorese
gosto de fezes
lábios de grosso e quente pneu
pelo corpo seu

leito duro
água turva
mata ciliar de poste
Ei, negra!
serpenteante
vira o rosto
em cada esquina
para seu amante
ruas sem saída
sem desembocadura
quebra-dente
   curvas
sem tetas
ruas para becos
rio urbano de susto
rio urbano
rio de asfalto encurralado
jamais desaguarás
no Oceano

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