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30 de agosto de 2010

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nenhum ponto ampara o filósofo
nem o ponto de origem
nem o ponto final
]

ele está jogado na praia
nos pontos de areia e sal
brilhando pulverizados
sob a luz de nenhum sol

só as ondas conhecem os pontos
porque os agita mais
suspende, dispersa, salga
os lábios do surfista
ou de quem quer que se contente
com o repente de não haver pista

]
e de não haver

Um comentário:

  1. Ei! Não sabia que era poeta! Muito bons, gostei de todos, mas desse em especial... "o repente de não haver pista"

    Luíza

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