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2 de novembro de 2010

diáfana presença


Eriçara-te os pêlos

Quiçá mera obra de brisa?
Apaziguara-te os medos
Quiçá mera força de dentro?

Aguilhoara-te a carne

Quiçá mera abelha distraída?

Dilatara-te o sono
Quiçá mera rotina do tempo?
Saciara-te a fome
Quiçá mera química orgânica?
Dera-te outra vida
Quiçá mero ciclo natural?
Contemplara-te com um amor
Quiçá coincidência mera?


Ou tropeças em teu anjo?
Ou o atravessas sem sentí-lo?
Ou o olhas sem o ver?
Ou desprezas quem te vela?
Lambe a auréola
Sente o gosto de pétala
Por pétala se desfazer
Na boca, no céu dela
Sente o calibre da vela
Queima-te nela
A teu anjo
Revela-te!

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