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4 de novembro de 2010

nãe


Deitar sobre o colo infinito
Permanecer quedo
Dedo na boca
E ir perdendo calor
Até virar granito
Na consistência dum peito em grito
E ir perdendo as vértebras
Ir perdendo os dentes e ossos
Até, amorfo, derramar-se à crosta
Da mãe
Voltar ao útero depois e aquém
Voltar à casca sem cálcio
Progredindo e evoluindo
Pra dentro, pro escuro
Para a luz que não foi dada
E perceber antes do sim
Esta estúpida emboscada

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